TESC será o primeiro porto do Brasil a operar com GPS

O porto de São Francisco do Sul desfruta de excelentes condições naturais e é o porto do Sul do país com menor incidência nas restrições de manobras devido às condições climatológicas (a barra fecha apenas 4 ou 5 dias ao ano). Com a conclusão das obras do projeto de ampliação, aquisição de equipamentos  juntamente com a dragagem anunciada pela SEP proporcionam ao terminal uma estrutura altamente competitiva.

Investimentos em um software de tecnologia espanhola vão aumentar ainda mais a capacidade de operação do Terminal Santa Catarina-TESC. “É o primeiro porto do Brasil que operará com GPS”, explica o diretor superintendente do terminal, Gustavo Ferrer.
Hoje, o sistema está com 60% de uso. Até o final do ano, segundo ele, vai estar com operação total. O Tesc atende empresas importadoras e exportadoras de todo o Estado, especialmente da região Norte.

Em 2008, o terminal verificou um incremento de 70% no número de contratos e de 46% no volume de movimentação de cargas. Um dos motivos foi a impossibilidade de operação do Porto de Itajaí com a enchente de novembro. As importações foram responsáveis por 64% e as exportações cresceram 36%. Houve também incremento na contratação de trabalhadores e a movimentação de 10 mil contêineres a mais do que no mesmo período de 2007. “Esta situação inesperada demonstrou a capacidade de resposta rápida e eficiente do TESC para atender uma demanda extra”, afirmou o diretor.

Dragagem proporcionará crescimento ainda maior
O anúncio do ministro Pedro Brito e a publicação da Secretaria Especial de Portos (SEP) do edital de dragagem, dentro do Programa Nacional de Dragagem (PND) no início do mês de outubro deverá ser um marco da história do crescimento do porto, segundo o superintendente do Porto de São Francisco do Sul, Paulo Corsi. “Vamos crescer ainda mais nos próximos anos, captando vários tipos de produtos para os nossos terminais”, explica.

O Porto de São Francisco do Sul receberá investimento de R$ 104,5 milhões da SEP para executar as obras de dragagem, compreendendo o aprofundamento dos canais de acesso interno e externo e da bacia de manobra e atracação do porto. Para aprofundar o calado para 14 metros, serão dragados o volume total de 4,3 milhões de metros cúbicos em até 12 meses de obra. Em sua visita a São Francisco do Sul, o ministro também afirmou que o acesso rodoviário ao terminal, pela rodovia BR 280, é incompatível com a movimentação portuária e necessita de melhorias imediatas. Esta, segundo ele, será uma prioridade do governo federal.

Estimativas do balanço 2009
Nas previsões de fechamento do ano para o TESC estão sendo estimados uma queda em torno de 10%, na comparação com o ano passado, mas o superintendente ressalta “Analisando a situação do mercado em 2009, embora com retração com relação a 2008, consideramos o resultado esperado satisfatório”.

Segundo o diretor superintendente do Terminal, para contornar os efeitos da crise foram feitos ajustes e revistos processos operacionais de modo a reduzir custos e a permitir uma melhor adaptação às quedas nos volumes. “De fato, ainda que no ultimo trimestre deste ano podemos ver uma pequena reação nos volumes, em geral, a queda na movimentação de container nos portos Brasileiros poderá estar em torno ao 20%”, declarou Gustavo Ferrer.

Como o terminal está fechando o ano concluindo obras e abrindo novos projetos a previsão para o ano de 2010 não é diferente. Segundo o superintendente a estratégia para o próximo ano será de continuar “investindo em ampliações de área, modernização de equipamentos e sistemas operacionais que nos permitam ser mais eficientes e aumentar a nossa produtividade”.

Dentre os investimentos previstos, pode-se destacar a implantação de um novo sistema de controle de operações (TOS) que será um dos mais avançados do Brasil. Este sistema executa a gestão das operações dos containers através da utilização de tecnologias RFID e DGPS. Todos os movimentos de containers são monitorados pelo sistema impedindo que qualquer movimento seja realizado sem que o sistema tenha uma ordem de serviço prevista que identifica a posição exata em que o container deve ser depositado, evitando assim o possível erro humano.

“Sem duvida, considerando que Santa Catarina será o estado com maior concentração de portos no Brasil e, conseqüentemente, com maior concorrência, todos estes investimentos são extremamente importantes para estar à altura das necessidades de mercado”, ressaltou Gustavo Ferrer.


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